Supernova de 1572 vista novamente!

Astrônomos ressuscitam supernova histórica usando um “espelho” interestelar

A mais famosa explosão estelar da história foi classificada pelos cientistas como uma supernova do tipo Ia mais de 400 anos após sua descoberta.

A mais famosa explosão estelar da história foi classificada pelos cientistas como uma supernova do tipo Ia mais de 400 anos após sua descoberta.

Astrônomos usaram ecos de luz de uma explosão de uma supernova como uma máquina do tempo para observarem novamente um evento estelar histórico visto na Terra há mais de 400 anos atrás. A brilhante “estrela nova” apareceu no céu em 1572 e era tão brilhante que podia ser vista de dia. Foi observada e cartografada pelo astrônomo Tycho Brahe que descobriu que ela estava bem distante da Lua. Isso modificou 2.000 anos de pensamento científico baseado na teoria de Aristóteles de que colocava a Terra no centro de esferas concêntricas, nas quais as estrelas estavam fixadas. Embora Tycho não soubesse, ele não estava vendo uma “estrela nova”, mas sim uma supernova – uma violenta explosão na qual estrelas de muita massa terminam suas vidas. Agora cientistas do Insitute Max Plank foram capazes de examinar o evento e classificar a supernova. Muito embora a luz original ou “fótons diretos” da explosão tenham passado pela Terra em 1572, telescópios no Havaí e na Espanha capturaram fracos ecos luminosos da explosão original que foram refletidos por uma nuvem de poeira galática.

A primeira luz da supernova (circulo externo) passou pela Terra em 1572, mas podemos detectar ecos refletidos dessa luz (circulo interno) ainda hoje.

A primeira luz da supernova (círculo externo) passou pela Terra em 1572, mas podemos detectar ecos refletidos dessa luz (círculo interno) ainda hoje.

“Imagine uma pedra caindo em uma bacia” – diz o portavoz do observatório espanhol de Calar Alto. “As ondas se formam uniformemente até que elas atinjam a borda, então novas ondas são geradas, as quais também viajam de volta. Agora nós estamos vendo as ondas que atingiram a borda”.

O objeto conhecido como SN (supernova) 1572 foi visto pela primeira vez em nossa galáxia em 1572 pelo grande astrônomo dinamarquês Tycho Brahe que cunhou o termo "nova" para nova estrela - sem saber que, na verdade, estava testemunhando um fim violento.

O objeto conhecido como SN (supernova) 1572 foi visto pela primeira vez em nossa galáxia em 1572 pelo grande astrônomo dinamarquês Tycho Brahe que cunhou o termo

 Tomonori Usuda, do telescópio Subaru no Havaí, completou: “Isso nos permite ver como uma supernova em nossa galáxia se comporta desde sua origem”. Arquivos históricos sugerem que a Supernova SN 1572 ou supernova de Tycho é do tipo Ia – A morte termonuclear de uma estrela anã branca e as novas evidências dos estudos apóiam isso. Supernovas do tipo Ia são a principal fonte de elementos pesados como hidrogênio e  hélio. Elementos críticos para a vida como carbono e oxigênio não existiriam na Terra sem essas explosões. ” As questões de como e por quê as anãs brancas explodem são inexplicadas e a equipe planeja usar seus novos dados para testar as teorias atuais. Num modelo, a anão branca ganha novo material de uma estrela companheira até atingir a massa crítica e explodir.

Uma outra teoria diz que o acúmulo de massa ocorre pela fusão de duas anãs brancas. “Uma oportunidade excitante agora seria usar outros (ecos luminosos) para contruir uma visão espectroscópica tridimensional da explosão” – diz o chefe da equipe Dr. Oliver Krause. Isto poderia lançar luz sobre a história da formação estelar bem como sobre a evolução química de nossas galáxias locais.

(Fonte: Daily Mail)

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Um sorriso no céu

Raro alinhamento cósmico mostra Vênus e Júpiter criarem um sorriso no céu.
Foi esse final de semana e quem conseguiu observar o fenômeno ficou bem maravilhado. Pena que estava nublado e chovendo sábado aqui em minha cidade, de forma que não pude observar. Mas meus amigos australianos puderam e disponibilizaram fotos na Net. O fenômeno só pôde ser observado no hemisfério sul.

Astrônomos amadores em Katmandu no Nepal apontam para incomum "face sorridente" no céu.

Astrônomos amadores em Katmandu no Nepal apontam para incomum

Vênus e Júpiter, vez por outra, parecem estar próximos no céu, mas devido à proximidade de Vênus com o Sol, esses eventos com freqüência são obscurecidos.

Smiley Moon GF

O "rosto sorridente" brilha sobre Sidney, na Austrália.

O fenômeno incomum, com Vênus como o olho esquerdo e Júpiter como o olho direito da face sorridente, pôde ser visto ontem das 19:00 às 22:00 (horário de Brasília).
A última vez que aconteceu um alinhamento como esse foi em abril de 1998. Só que a Lua formou com o par de planetas uma cara triste, pois ela estava entrando na fase minguante.
O próximo evento do tipo, com um sorriso da Lua, não deverá acontecer no hemisfério sul antes de 2036.
(Fonte)

O tamanho do Universo e nós.

Quando eu era criança, gostava de ficar no quintal de casa olhando o céu noturno. Como moro em uma cidade pequena, ainda não existem fortes luzes que possam ofuscar a visão do céu.

 

Galáxia Sombrero

Galáxia Sombrero - Foto: Hubble

 Eu ficava horas, embevecido, olhando as estrelas. Vez por outra conseguia avistar uma estrela cadente. Ficava ali imaginando como era bonito o céu estrelado, que tamanho ele teria, se existia alguém ali. Eu ficava tão estonteado pela beleza do céu que começava até achar que ele era meu amigo. Chegava a ser íntimo. Na presença do céu eu me sentia parte dele.

 

Hubble

Galáxia Olho Negro - M64 - Foto:Hubble

Então, conforme crescia, fui comprando livros sobre astronomia para ver se eu ficava mais íntimo de meu amigo noturno. Comecei a aprender o nome das estrelas, a reconhecer tipos de constelações, a identificar objetos celestes e manusear telescópios, lunetas e binóculos. Aprendi, aos poucos, que meu amigo era ENORME e que eu não deveria ser tão importante para ele quanto ele era para mim. Me senti cada vez menor perto desse enorme amigo, até que acabei por descobrir que perto dele não sou nada, de tão COLOSSAL que ele é.

 

Hubble

Nebulosa Helix, também chamada "Olho de Deus" - Foto: Hubble

O Daniel Mendes colocou esse vídeo no YouTube. Foram usadas imagens da câmera de espaço ultra profundo do telescópio espacial Hubble. Ele mostra para os não iniciados em astronomia a nossa verdadeira dimensão em relação ao Universo. Muito instrutivo. Vale a pena dar uma olhada.

Primeira foto de um planeta fora do sistema solar

Cientistas tiraram a primeira foto de um outro sistema solar, entrando assim em uma nova era na astronomia.

As imagens em infravermelho mostram uma família de 3 planetas gigantes orbitando uma jovem e quente estrela na constelação de Pegasus, 130 anos-luz da Terra. Um ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano. Cerca de 10 trilhões de quilômetros.

Em um outro anúncio na Science, o telescópio espacial Hubble fotografou um único planeta do tamanho de Júpiter, chamado Fomalhaut b, orbitando uma estrela vizinha do Sol a apenas 25 anos-luz.

Fomalhaut b

Planeta extra-solar fotografado: Fomalhaut b

No futuro. os astrônomos esperam capturar imagens de planetas do tamanho da Terra em outros sistemas solares. Analisando a luz de suas atmosferas poderia revelar a existência de vida.

“É um passo no caminho para compreender se existem outros planetas como a Terra e potencialmente vida lá fora” disse o astrônomo Bruce Macintosh, pertecente a um dos dois grupos que fazem fotografias de sistemas “extra-solares”.

Link para a matéria no Daily Mail (em inglês), clique aqui.

Clique aqui e veja um vídeo da NASA de como seria o movimento orbital do planeta Fomalhaut b.